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Latin American Agribusiness Development Corporation S.A.
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Financiamento flexível para desenvolver uma agricultura diversificada na América Latina.

Uma única missão, um foco amplo

A missão da LAAD é promover o desenvolvimento social e econômico da América Latina financiando projetos e empresas de agronegócios, de pequeno e médio porte, em países que incentivam o comércio e os investimentos.

Em uma escala mais ampla, a LAAD financia projetos, mas investe nas pessoas responsáveis pelo sucesso desses projetos.

Carta aos Acionistas

Como previsto no ano passado, 2009 foi um dos anos mais desafiantes nos 40 anos de história da Empresa. O ano iniciou com o congelamento dos mercados financeiros internacionais, o que dificultou a obtenção dos fundos necessários para sustentar o crescimento de nosso portfólio.

Ao longo do ano, o governo tomou medidas inovadoras para estancar a crise, e a América Latina demonstrou que sobrevivia à tempestade com danos financeiros relativamente pequenos. A LAAD conseguiu levantar novos recursos financeiros no segundo semestre, o que permitiu que nosso portfólio continuasse a crescer.

Devido às incertezas no mercado financeiro, a LAAD procurou instituições de desenvolvimento como o IFC e DEG, além da Rabobank - todos acionistas da LAAD - e também três órgãos governamentais europeus: o FMO da Holanda, o FinnFund da Finlândia e o Norfund da Noruega.

Graças ao apoio dessas instituições pudemos reestabelecer nossa capitalização nos mercados financeiros internacionais. Os bancos, entre eles o Bank of America, acionista da LAAD, como também o Banco Internacional de Costa Rica-BICSA, o Pacific National Bank e o BAC Florida Bank, retomaram suas práticas de empréstimo à LAAD.

Embora haja grande demanda por nosso financiamento, perdemos terreno nos primeiros meses do ano e só pudemos distribuir US$ 75 milhões este ano, abaixo da meta orçamentária. Ainda assim, essa quantia representa o terceiro desembolso mais alto na história da LAAD. Os projetos financiados com nosso dinheiro criam 4 mil novos empregos de tempo integral, mais de 6.200 empregos sazonais e resultam em mais US$ 75 milhões em ganhos cambiais.
  
O portfólio de empréstimo agrícola cresceu para US$ 288 milhões* 7,4% acima do ano passado.     

A crise financeira internacional também foi um desafio à economia latino-americana. A região sofreu uma contração econômica de 1,8%, registrando uma queda per capita de 2,9% no PNB. A queda nas exportações foi de 11%, resultado da falta de financiamento pre-exportação e da queda na demanda global por recursos naturais. Os investimentos estrangeiros despencaram 37%, um reflexo da queda geral na confiança dos investidores. A pobreza e o desemprego na região cresceram em 2009 pela primeira vez desde 2002; estima-se que o nível de desemprego tenha sido superior a 8%. Pelo lado positivo, a inflação foi reduzida pela metade: 4,5%.

Apesar desses contratempos, nenhum dos governos latino-americanos ficou inadimplente, seus sistemas bancários tampouco sofreram um colapso, a região não vivenciou descontentamento civil e suas eleições presidenciais resultaram em transições políticas democráticas.

A economia agrícola global, como refletida no mercado da LAAD, embora com desigualdade, se comportou melhor que os valores macroeconômicos em geral. O preço das mercadorias agrícolas sofreu grande flutuação durante o ano; algumas delas se beneficiaram com os preços altos enquanto outras sofreram. O mesmo padrão irregular se deu com os produtos hortifrutigranjeiros, que compõem mais da metade do portfólio da LAAD. No primeiro semestre de 2009, por exemplo, os preços das bananas subiram enquanto os de uvas de mesa e aspargo despencaram. No segundo semestre, as uvas de mesa se recuperaram e o abacate caiu, resultando em uma situação difícil para muitos de nossos clientes.

Do nosso ponto de vista, estamos certos que o pior da crise já passou. A projeção para o PNB da América Latina e do Caribe em 2010 é de 4,1%, e a região pode sair da recessão ainda mais forte que o esperado. Porém, não se espera uma distribuição uniforme das melhorias entre todos os países. O mesmo pode ser dito sobre os preços na agricultura. Apesar das muitas incertezas, esperamos que nossos serviços cresçam no próximo ano, superando em muito os níveis vistos em 2009.

Apesar dos desafios do cenário, é com prazer que informamos que o nosso desempenho financeiro no ano foi positivo. Nossos rendimentos líquidos de US$ 8,2 milhões representam um recorde – uma melhoria de 14% sobre o ano anterior. Os rendimentos por ações subiram a US$ 17.040, rendendo um retorno líquido de 10,6%, um aumento em relação ao ano passado quando registramos US$ 15.007. A receita bruta cresceu, chegando a US$ 29 milhões, um outro recorde.  

Nossa estrutura de capital permanece forte. Como em anos anteriores, reinvestimos a maior parte de nossos rendimentos. O crescimento relativamente lento de nosso portfólio nos permitiu reduzir nosso índice dívida/patrimônio a valores conservadores: 2.5:1. 

Nem todos os clientes escaparam ilesos. A LAAD vivenciou um alto nível de inadimplência em seus empréstimos devido à paralização do comércio internacional de produtos agrícolas. Ativos não realizáveis (como percentagem do portfólio) chegaram a 5,5%, um nível que há cinco anos não atingíamos e o qual esperamos caia gradualmente ao longo de 2010.
     
Em estado de crise é necessário aumentar nossos esforços de apoio a nossos clientes e ajudá-los a sobreviver à intempérie financeira. A LAAD fez isso e ainda conseguiu fazer crescer seu portfólio, embora a uma taxa menor que a esperada.

Em 2009, financiamos um total de 177 projetos em 14 países latino-americanos. Entre os mais inovadores salientamos:

  • No Brasil, um empréstimo de US$ 1 milhão à CBC Produção de Bulbos do Ceará Ltda., um projeto patrocinado por imigrantes holandeses que plantam bulbos no Brasil para substituir a produção holandesa de bulbos de tulipa que está em decadência devido aos crescentes custos de produção.
  • No Peru, um empréstimo de US$ 700.000 à Mundaca S.A.C., a primeira cultivadora de bananas orgânicas em nível comercial daquele país. O setor de produção de bananas orgânicas vem sendo desenvolvido pela Dole Food Company, acionista da LAAD, a qual financia os agricultores que conseguem manter os padrões internacionais de qualidade da Dole.
  • No Chile, um empréstimo de US$ 300.000 a Javier Leon para plantar 40 hectares de avelãs que entrarão em produção em 2012. O Chile começou a exportar avelãs há aproximadamente dez anos, geralmente para a Itália, e está se tornando um grande fornecedor mundial das mesmas.

É uma satisfação também dar boas vindas a nosso mais recente acionista, a International Finance Corporation (IFC), uma extensão privada do Grupo Banco Mundial. Seus vários anos de experiência com empresas privadas em países em desenvolvimento se traduzem em know-how de valor incalculável à nossa missão. A IFC comprou suas ações da Hexion Specialty Chemicals, Inc. Como resultado desta transação, a diretora da Hexion, Sra. Colleen K. Nissl, se retirou de sua posição no conselho da LAAD. Gostaríamos de aproveitar esta oportunidade para reconhecer os vários anos de serviços inestimáveis por ela prestados. Durante o seu mandato de dez anos, a Sra. Nissl serviu em todos os comitês e foi eleita presidente em 2009. Desejamos-lhe sucesso em seus projetos futuros.

Como sempre, encerramos esta carta agradecendo a nossos clientes por seus esforços, tomada de riscos e desempenho. Aos membros de nosso Conselho, agradecemos sua infinita dedicação e orientação. E, por último, reconhecemos a equipe administrativa e nosso pessoal, que com sua lealdade e empenho incansáveis, nos ajudaram a navegar por um ano especialmente difícil.

* Incluindo imóveis e investimentos de equity.

Benjamín Fernández
Diretor Presidente
Guillermo G. Bilbao
Guillermo G. Bilbao
Presidente
 
American Flower:  Mike Thomas' gladiola and chrysanthemus plant in Alajuela, Costa Rica
AMERICAN
FLOWER CORP

COSTA RICA
Florecot:  Roses harvested at FLORECOT, in Cotacachi, Ecuador
FLORECOT
EQUADOR
Agroferns/Tropicultivos:  Alfredo Miron's ornamental plant production located in Baja Verapaz, Guatemala
AGROFERNS/ TROPICULTIVOS
GUATEMALA
Agropacuaria Sara:  3,420 hectares of soyproduction at Agropecuaria Sara located in Santa Cruz de la Sierra, Bolivia
AGROPECUARIA SARA
BOLÍVIA
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