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Financiamento flexível para desenvolver uma agricultura diversificada na América Latina.

Uma única missão, um foco amplo

A missão da LAAD é promover o desenvolvimento social e econômico da América Latina financiando projetos e empresas de agronegócios, de pequeno e médio porte, em países que incentivam o comércio e os investimentos.

Em uma escala mais ampla, a LAAD financia projetos, mas investe nas pessoas responsáveis pelo sucesso desses projetos.

Carta aos Acionistas

A LAAD está comemorando 40 anos, e são 40 anos de compromisso constante com o crescimento das companhias de agronegócio na América Latina. Há 40 anos, doze companhias multinacionais se uniram para criar uma nova instituição financeira de desenvolvimento cujo objetivo era promover os empreendimentos privados no setor de agronegócio e o investimento na América Latina.   

No início, trabalhamos junto com a USAID (Agência dos Estados Unidos para Desenvolvimento Internacional), que nos forneceu empréstimos a longo prazo com taxas subsidiadas para financiamento de um programa de empréstimo para estimular o investimento em agronegócio na América Central. O objetivo deste programa era, principalmente, beneficiar agricultores de pequeno e médio porte por meio da promoção de exportações não tradicionais e da criação de empregos nas áreas rurais. 

As coisas estavam bem difíceis naquela época. Mal tínhamos começado nossas operações quando veio a primeira crise do petróleo que desestabilizou as economias da América Central. Os governos responderam impondo controles sobre o câmbio nas transações financeiras internacionais. A região sofreu, também, por movimentos internos de cunho político que se opunham à ideia de uma economia de livre mercado. Apesar destes obstáculos, conseguimos encontrar projetos alinhados às nossas metas de viabilidade financeira e alto impacto econômico nas economias em que estávamos atuando. 

Fomos aprendendo mais sobre as oportunidades e riscos que nossos clientes enfrentavam e desenvolvemos uma estratégia de investimento a longo prazo que priorizava produtos agrícolas para exportação e não tradicionais, de grande valor agregado e altamente competitivos no mercado internacional. Esta estratégia tem funcionado muito bem para a região e para a LAAD ao longo dos anos.  

A LAAD é atualmente uma companhia madura, que começou com um sonho subsidiado, que ainda não tinha sido colocado à prova, e se tornou uma companhia dinâmica de desenvolvimento que obtém seus fundos de mercados de capital internacionais a taxas competitivas, com base no desempenho financeiro da sua Companhia.

A gerência da LAAD tem várias razões para se orgulhar da companhia, entre as quais salientamos:

  • Desde que começou, em 1970, sua Companhia investiu mais de US$ 1 bilhão em mais de 2.700 projetos de agronegócio voltados para a exportação em 20 países do Caribe e da América Latina e que geraram 120.000 novos empregos, principalmente nas áreas rurais. A LAAD escolheu estes negócios porque eram bem gerenciados e internacionalmente competitivos, introduziam tecnologias novas e apropriadas e formavam uma mão-de-obra mais produtiva. 
  • Sua companhia começou com uma soma modesta de US$ 2,4 milhões, e seu valor líquido cresceu mais de 36 vezes, passando para US$ 87,5 milhões. Apesar de a maior parte dos rendimentos da LAAD terem sido reinvestidos no negócio, a sua Companhia tem pagado dividendos todos os anos, desde 1980. 
  • Apesar de investir em um setor de alto risco com incertezas meteorológicas e preços voláteis no mercado internacional, a LAAD tem escolhido seus clientes de forma muito prudente: as baixas nos últimos 40 anos foram, em média, inferiores a 1% ao ano. 
  • A LAAD expandiu-se constantemente ao longo dos anos, tendo no início um só escritório regional na Guatemala e possuindo agora dez escritórios que atendem a maioria dos países da América Latina e Caribe. 
  • A LAAD desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento de novos setores agrícolas nos seus primeiros e mais arriscados anos e na introdução de novas tecnologias:    
    • Em Belize, desempenhamos um importante papel na consolidação do setor de cítricos daquele país, em crescimento, financiando os agricultores e a criação de uma fábrica de suco concentrado de propriedade dos próprios cultivadores. 
    • Na Bolívia, financiamos uma geração de agricultores de soja brasileiros que compraram terras e levaram sua experiência e tecnologia para desenvolver o setor de soja, de grande porte, daquele país. 
    • No Brasil, a LAAD apoiou novos produtos agrícolas não tradicionais como, por exemplo, uvas de mesa em Petrolina e Juazeiro, e produtores inovadores de mamão papaia e exportadores na Bahia. 
    • No Chile, fomos os primeiros a desenvolver o setor de frutas vermelhas, além de financiarmos vários cultivadores de frutas da estação. 
    • Na Colômbia, nosso financiamento foi um fator decisivo no desenvolvimento do setor da banana orgânica na região de Guajira, na costa norte do país. 
    • Na Costa Rica e na Guatemala, financiamos os primeiros produtores de samambaia-preta e outras plantas ornamentais para o mercado europeu e norte-americano.
    • Na República Dominicana, ajudamos os agricultores locais de banana orgânica a colocar o país como exportador número um do mundo. Além disso, estamos agora financiando pimentões cultivados em estufas, em áreas montanhosas, para exportação. 
    • No Equador, participamos ativamente do desenvolvimento do setor de floricultura, principalmente rosas e flores de verão. O setor de colheita de flores gera mais empregos por hectare que qualquer outro produto agrícola. Temos fornecido suporte significativo também aos plantadores de bananas, um importante setor de exportação naquele país. 
    • No Peru, financiamos os pioneiros do país no setor de aspargos frescos, e o país se tornou o principal exportador mundial de aspargos frescos e processados. Mais recentemente, apoiamos a expansão do setor de uvas de mesa para exportação, usando principalmente a tecnologia chilena. 
    • No Uruguai, além de apoiarmos o setor de gado de corte tradicional do país, gado de leite e produtores de arroz, financiamos também produtos agrícolas de exportação menos tradicionais como, por exemplo, cítricos, arandos (blueberries), e o kanikama (imitação de carne de caranguejo). 

Ao destacarmos estes sucessos, gostaríamos de agradecer aos nossos vários acionistas que nos ajudam frequentemente a encontrar e servir novos clientes. As operações da LAAD são de responsabilidade da sua gerência, mas o acesso a acionistas e diretores com muitos anos de experiência e conhecimento no setor agrícola da América Latina tem sido extremamente importante. 

Quanto aos resultados da LAAD para o ano 2010, temos a satisfação de informar que continuamos avançando no crescimento do nosso portfólio de empréstimos e melhorando nosso retorno financeiro. 

A América Latina, como um todo, se mostrou saudável na recuperação da recessão mundial de 2009. A maioria dos países da região, com exceção do Haiti e da Venezuela, apresentou um crescimento econômico positivo. A agricultura também teve bons resultados, graças ao aumento dos preços das commodities agrícolas. 

A LAAD beneficiou-se desta recuperação e fez desembolsos recordes durante o ano. A sua Companhia desembolsou um total de $ 103,5 milhões para 149 projetos em 14 países da América Latina e Caribe, um aumento significativo de 38% em relação a 2009. 

O portfólio de agronegócios da LAAD aumentou 70% este ano, passando para
US$ 305,4 milhões, o que representa um novo recorde. A maioria dos novos empréstimos foi  feita para a América do Sul, que recebeu quase 2/3 do total desembolsado, ou US$ 66,5 milhões. Os países mais ativos na região foram Equador (US$ 17,4 milhões), Peru (US$ 15,7 milhões) e Brasil (US$ 12,3 milhões), com um total combinado de 50 projetos. 

Entre os 149 projetos financiados, estão os seguintes: 

Em Minas Gerais, Brasil, a LAAD emprestou US$ 1 milhão para Everaldo Peres Domingues para expansão da sua plantação de café Arábica de alta qualidade. O sr. Peres planta seu café sem dossel de cobertura e usa pivô central de irrigação.

No Uruguai, sua Companhia forneceu US$ 350.000 de empréstimo de capital de giro permanente para a Viendal S.A., produtora de rações para animais para gado de corte e gado de leite. A conversão das terras de fazenda para a agricultura no Uruguai aumentou a demanda de rações para animais para engordar o gado utilizando os pastos naturais.   

Em Ica, Peru, a LAAD fez um empréstimo no valor de US$ 1 milhão para a Viña Ocucaje S.A., produtora de vinho e pisco fundada em 1944 pela família Rubini. Ao longo dos anos, a Ocucaje estabeleceu uma marca bastante reconhecida de vinho e pisco, principalmente no mercado peruano. O empréstimo da LAAD permitiu que a Ocucaje plantasse mais 20 hectares de uvas de mesa, o que permitiu que a companhia ampliasse suas vendas de exportação e também em âmbito local. A LAAD tem fornecido suporte ao setor de uvas do Peru por vários anos, mas apenas para uvas de mesa.

Os projetos financiados este ano contribuirão bastante para a economia da América Latina. Deverão gerar mais US$ 117 milhões por ano em rendimentos com o câmbio. Vão criar também quase 4.000 novos empregos em tempo integral e mais de 4.300 empregos sazonais, principalmente nas áreas rurais. 

A sua Companhia teve um ano recorde em termos de desempenho financeiro. Os rendimentos líquidos tiveram um aumento de quase 13% em comparação com 2009, atingindo um recorde de US$ 9 milhões para um retorno de 10,7% sobre o valor líquido. Este ano, os rendimentos por ação passaram para US$ 18.798, em comparação com US$ 17.040 em 2009. Estes resultados foram decorrentes do crescimento constante do negócio de empréstimos da Companhia e um nível baixo de perdas, menor custo de financiamento e spreads de taxas de juros favoráveis. 

Os dados financeiros da sua Companhia refletem uma forte posição em termos de liquidez e um baixo índice dívida/patrimônio.

A gerência está entusiasmada diante de um ano que espera que seja promissor e estimulante, à medida que a América Latina se reforça seu desempenho econômico robusto em 2010. Algumas previsões apontam para uma redução na taxa de crescimento geral da região, que passaria de 6% para 4,2%. Porém, países cujas economias são orientadas para exportação, como o Brasil, Chile, e Peru, deverão também se beneficiar do aumento da demanda por commodities de outros países em desenvolvimento, especialmente a China e a Índia. 

As previsões da LAAD são de que a agricultura vai ter mais um ano forte de crescimento, resultado principalmente do aumento constante de preços para commodities agrícolas. Isto deverá trazer um aumento da demanda para investimentos de financiamentos agrícolas. 

Atualmente, o risco mais importante que os produtores agrícolas na América Latina enfrentam, além de condições meteorológicas atípicas, é o aumento constante da força relativa das suas moedas nacionais, especialmente o real brasileiro, e os pesos chileno e colombiano. Este fenômeno ameaça a posição competitiva das suas exportações agrícolas. As autoridades monetárias da região estão cientes deste fenômeno, mas não está claro que medidas podem tomar a respeito. 

Por último, gostaríamos de agradecer mais uma vez aos nossos clientes por sua dedicação, trabalho, e sua capacidade de assumir riscos, e agradecer a nossos diretores por seu apoio e participação constantes. Queremos também agradecer à gerência da sua Companhia e a todos os funcionários por manterem a LAAD em uma rota firme que nos tem permitido cumprir a nossa missão. 

Benjamín Fernández
Diretor Presidente
Guillermo G. Bilbao
Frank Ravndal
Presidente
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American Flower:  Mike Thomas' gladiola and chrysanthemus plant in Alajuela, Costa Rica
AMERICAN
FLOWER CORP

COSTA RICA
Florecot:  Roses harvested at FLORECOT, in Cotacachi, Ecuador
FLORECOT
EQUADOR
Agroferns/Tropicultivos:  Alfredo Miron's ornamental plant production located in Baja Verapaz, Guatemala
AGROFERNS/ TROPICULTIVOS
GUATEMALA
Agropacuaria Sara:  3,420 hectares of soyproduction at Agropecuaria Sara located in Santa Cruz de la Sierra, Bolivia
AGROPECUARIA SARA
BOLÍVIA
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